
No Brasil são encontradas várias espécies de cupim, porém o de solo ou subterrâneo é o que mais causa danos às construções e edificações. A colônia (ninho) se instala em locais escuros, úmidos e de difícil acesso, o que torna o seu controle mais complicado.
O maior desafio para os profissionais da área é encontrar essa colônia. Embora sejam chamados de cupim de solo, eles se instalam em qualquer lugar que tenha condições semelhantes ao solo. Vãos, marquises, decks de piscina e, inclusive, telhados, são locais propícios ao desenvolvimento da praga.
"O cupim de solo é avesso a ambientes com pouca umidade, que o desidrata e o leva à morte. Assim, ele constrói túneis em conduítes, prumadas, frestas e outros espaços que permitem o seu deslocamento sem risco", explica Sergio dos Santos Bocalini, biólogo e vice-presidente executivo da Associação dos Controladores de Pragas Urbanas (Aprag), Sergio dos Santos Bocalini.
O alvo do tratamento não pode ser apenas a área afetada, mas, principalmente, a colônia. "Se o ninho não for erradicado, os insetos passam a atacar outros locais ainda não tratados. A melhor maneira para controle é aliar o uso de cupinicidas nas áreas afetadas, criando uma barreira química ao redor da construção. O produto deve ser injetado no solo continuamente. Para isso, são feitos furos de forma linear com o objetivo de criar um cordão de isolamento", explica Sergio.
Como este tratamento necessita que pisos e paredes sejam furados, o momento da reforma dos imóveis é uma boa oportunidade para que esses procedimentos sejam realizados. De maneira preventiva, o tratamento do solo pode ser feito também durante a construção.
Antecedendo a aplicação, é necessário inspecionar todo o perímetro do ambiente infestado para que sejam detectadas as áreas que são vias de acesso dos cupins. A planta do imóvel pode auxiliar o mapeamento das vias de acesso. Este trabalho deve sempre ser realizado por um profissional especializado.